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domingo, 2 de maio de 2010

Série "Personagens"'- Policarpo de Esmirna

Policarpo nasceu na Ásia Menor, atual Turquia, em aproximadamente 70 d.C.. De família cristã, registra que costumava se sentar aos pés de João, apóstolo de Cristo, na sua juventude.

Foi naqueles anos que a Igreja experimentou seu maior crescimento. Além do mover divino, vale destacar alguns fatores humanos que impulsionaram a expansão da fé cristã. A saber, a convicção inabalável dos crentes, a necessidade dos pagãos de conhecer as boas novas, a expressão prática do amor cristão (cuidado com pobres viúvas e órfãos, etc), dentre muitas outras expressões de misericórdia e fé. Cabe aqui um adendo: Será que poderíamos dizer que a igreja de hoje é notada publicamente por esse perfil? O historiador do cristianismo Bruce Shelley cita o Imperador Tertuliano, que reconhecia: "Vejam como esses cristãos se amam!"

Nesse contexto de amor, a Policarpo foi conferida a autoridade sobre a cidade de Esmirna. Além ativo pregador do evangelho, Policarpo também escreveu cartas aos Filipenses, segundo a prática cristã da época.

Policarpo foi martirizado em nome do cristianismo (o termo mártir significava originalmente "testemunho"). Mesmo reconhecendo as virtudes dos cristãos, os romanos continuavam implacáveis nas suas perseguições.

Segue transcrição do texto de Shelley sobre a morte de Policarpo:

"- Simplesmente jure por César - disse o governador.
- Sou um cristão - disse Policarpo - se quiser saber o que isso significa, marque uma data e escute.
- Convença o povo - disse o governador.
Policarpo disse:
- Posso explicar para você, mas não para eles.
- Então vou atirá-lo às feras.
- Traga suas feras.
- Se você zombar das feras, será queimado.
- Você tenta me assustar com o fogo que arde por uma hora, mas se esquece do fogo do inferno, que nunca se acaba.
O governador gritou para o povo:
- Policarpo diz que é um cristão.
Então a turba se descontrolou:
- Este é o professor da Ásia - gritaram - o pai dos cristãos, o destruidor dos nossos deuses!
Então Policarpo, orando para que sua morte fosse um sacrifício aceitável, foi queimado."

Segue uma transcrição da oração de Policarpo:

"Senhor, Deus Onipotente, Pai de Jesus Cristo, teu filho predileto e abençoado, por cujo ministério te conhecemos; Deus dos anjos e dos poderes; Deus da criação universal e de toda família dos justos que vivem em tua presença; eu te louvo porque me julgaste digno deste dia e desta hora; digno de ser contado entre teus mártires, e de compartilhar do cálice de teu Cristo, para ressuscitar á vida eterna da alma e do corpo na incorruptibilidade do Espírito Santo. Possa eu hoje ser recebido na tua presença como uma oblação preciosa e aceitável, preparada e formada por ti. Tu és fiel às tuas promessas, Deus fiel e verdadeiro. Por esta graça e por todas as coisas eu te louvo, bendigo e glorifico, em nome de Jesus Cristo, eterno e sumo sacerdote, teu filho amado. Por Ele, que está contigo, e o Espiríto Santo, glória te seja agora e nos séculos vindouros. Sede bendito para sempre, ó Senhor; que o Vosso nome adorável seja glorificado por todos os séculos. Amém!"

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